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Tem se estressado muito no trabalho? Cuidado, talvez seja o início da Síndrome de Burnout

06/12/2017 às 14:00
Tem se estressado muito no trabalho? Cuidado, talvez seja o início da Síndrome de Burnout Tem se estressado muito no trabalho? Cuidado, talvez seja o início da Síndrome de Burnout. 
Dra. Luciane Albuquerque Consultora Sênior   

      O termo estresse (do vocábulo inglês stress) foi utilizado pela primeira vez no século XVII para descrever aflição, opressão, sofrimento e adversidade. Foi durante os séculos XVIII e XIX que o termo em inglês se popularizou e passou a ter um sentido de força ou influência acentuada sobre um objeto físico ou uma pessoa. O estresse representa um processo complexo que inter-relaciona aspectos bioquímicos, físicos e psicológicos, desencadeados pela maneira como os estímulos externos ou internos (também chamados de estressores) são percebidos e interpretados pela pessoa. Isto causa um desequilíbrio no indivíduo, exigindo uma resposta de adaptação do organismo a fim de preservar a integridade e a própria vida. 
      Existem diversos tipos de estresse e, dentre eles, o chamado estresse ocupacional, referente às atividades profissionais das pessoas. Esse tipo de estresse se destaca dos demais, particularmente, ao tratar da sua forma mais extrema, a síndrome da desistência ou burnout, expressão inglesa que significa ‘queimar-se’ ou ‘consumir-se pelo fogo’. 
      É possível se afirmar que, a partir de uma perspectiva psicossocial, a síndrome de burnout é entendida enquanto um processo, no qual os aspectos do contexto de trabalho e interpessoais contribuem efetiva e significativamente para o seu desenvolvimento. 
      Trata-se de uma síndrome ou construto multidimensional, caracterizado em função de três componentes: (1) exaustão emocional e/ou física: diz respeito aos sentimentos de fadiga e redução dos recursos emocionais fundamentais para que a pessoa possa lidar com a situação estressora; (2) despersonalização: é um processo dinâmico que se manifesta, principalmente, devido ao desenvolvimento de atitudes e sentimentos negativos, ceticismo, insensibilidade, falta de respeito e despreocupação para com as pessoas relacionadas ao trabalho; e (3) diminuição da realização pessoal: percebido pela perda do sentimento de realização no trabalho com produtividade rebaixada, ou seja, refere-se à percepção de deterioração da auto-competência e falta de satisfação com as realizações e os sucessos de si próprio no ambiente laboral. 
      A síndrome de burnout tem sido considerada como um grave problema e de extrema relevância, visto que, está vinculada a grandes custos organizacionais. Logo, se faz necessário realizar uma pesquisa para verificar quem está apresentando indícios da síndrome de burnout, para que, a partir dos resultados encontrados, seja possível definir ações de enfrentamento, adotando-se estratégias organizacionais e individuais educativo-preventivas e de diagnóstico. Busca-se, dessa forma, minimizar os efeitos da síndrome sobre o trabalhador. 

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